O Conceito de Entropia na Administração e seus Efeitos nas Organizações

na entropia, as formas organizadas têm de buscar modos de lutar contra esse total esgotamento

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Entropia, apesar de ter um nome incomum, não é um conceito difícil de se entender, principalmente pela ótica da administração. Na verdade, entropia é um termo vinculado ao estudo das transformações de energia.

Sabemos, no entanto, que a administração é um campo de estudo imensamente amplo, capaz de englobar uma infinidade de conhecimentos de muitas outras disciplinas. Logo, utilizaremos o tema da entropia aqui para explicar noções administrativas fundamentais.

A entropia “administrativa”

A ideia de entropia traz consigo propriedades dos chamados sistemas abertos, como o princípio da equifinalidade, que, embora também pareça, não é um conceito nada complicado!

Escrevemos um artigo breve sobre o tema: “Compreenda o Princípio da Equifinalidade: A Diversificação dos Meios“.

Dito isso, a entropia parte de um princípio interdisciplinar da biologia e da termodinâmica¹. Ele determina que toda forma organizada, como um sistema social vivo, tende a se esgotar caminhando para a desorganização e à morte.

Entropia e as organizações como sistemas abertos

Em resumo, a noção entrópica está intimamente relacionada com a Abordagem dos sistemas abertos.

Esta abordagem explica que todas as organizações são vistas como sistemas abertos. Assim, geram entradas (inputs), processos e saídas (outputs), conforme ilustra a imagem abaixo:

Processos entrada e saída
Ilustração por dehumanas.com.br

Aqui, as entradas correspondem aos recursos, como mercadológicos, materiais e humanos.

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Dessa forma, à medida que há o processamento de algum desses recursos, resultam-se produtos e serviços em forma de saídas. Essas são os resultados e objetivos que antes foram planejados pelos próprios membros da organização. Portanto, existe uma relação de troca com o ambiente.

É importante destacar que as organizações além de serem influenciadas por ele, também influem sobre o meio buscando alcançar um estado dinâmico de equilíbrio.

Nesse sentido, as formas organizadas têm de buscar modos de lutar contra esse total esgotamento. Necessitam fornecer e alcançar um retorno de energia maior do que aquela gerada por meio de suas entradas.

Logo, a energia utilizada em todos os seus processos deverá ser menor que a energia retornada a ela, caracterizando-se, assim, pela sintropia ou entropia negativa.

Tudo acaba em confusão e caos

Como explicamos anteriormente, o processo entrópico é uma grandeza termodinâmica utilizada para medições moleculares. Isto é, não é propriamente um termo formulado pela ciência administrativa. No entanto, ele nos ajuda a melhor compreender os modelos organizados tais quais conhecemos hoje.

Conclui-se, sobretudo, que esse conceito se soma a diversos outros princípios contidos na Teoria dos sistemas abertos, que vincula a “confusão” e o “caos” a todas as formas estruturadas presentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

¹ver crítica da utilização deste conceito no artigo “Desafiando a interdisciplinaridade na ciência administrativa: o caso da entropia”, descrito na bibliografia abaixo.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos – O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.

ARAÚJO, Uajará; SANCHES JÚNIOR, Paulo; GOMES, Almiralva. Desafiando a interdisciplinaridade na ciência administrativa: o caso da entropia; Cad. EBAPE.BR, v. 13, nº 4, Artigo 1, Rio de Janeiro, Out./Dez. 2015.

Servidor público. Músico e escritor nas horas vagas. É também responsável pelo maior site de Administração e Gestão Pública do Brasil. Formado em Administração pela UNICEP, com especialização em Gestão Organizacional e de Pessoas pela UFSCar.

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