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Sistemas de Saúde no Brasil e no Mundo: Como Funcionam?

nos Estados Unidos o atendimento privado é o mais caro do mundo, não existindo serviço móvel de urgência como aqui no Brasil

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Antes de tudo, é importante salientarmos que é diverso o funcionamento dos sistemas de saúde mundo afora.

Neste artigo, pretendemos oferecer um recorte comparativo dessas complexas organizações. Para fins didáticos, utilizaremos os exemplos atuais do Brasil e Estados Unidos.

A maior crise sanitária de nossa época

Até poucas semanas atrás (este artigo foi publicado em 24/03/2020), não imaginávamos que poderíamos passar por uma crise tão grande.

Vivemos um momento histórico que mostra a dimensão da pequenez da humanidade diante da natureza e da grandiosidade do avanço da invasão do homem no meio ambiente.

sistemas de saúde
Microbiologista da Commonwealth da Pensilvânia Kerry Pollard – Imagem por Governor Tom Wolf. Licença CC BY 2.0

Funcionamento dos sistemas de saúde na atual crise

Diante de uma situação tão preocupante, com tantos casos e países com grandes quantidades de doentes e mortos, pensamos como os sistemas de saúde estão se estruturando para atender essa demanda repentina.

No entanto, nem todos os países do mundo possuem sistemas públicos de saúde. Alguns deles possuem sistemas únicos e parcerias público-privadas para oferecer serviços de saúde à população.

Nos Estados Unidos, por exemplo, não há um serviço de saúde público disponível. Pelo contrário, o atendimento é privado e é considerado o mais caro do mundo, não existindo serviço móvel de urgência como aqui no Brasil, a exemplo do SAMU.

   

O sistema de saúde nos EUA, mais precisamente, divide-se nos programas públicos chamados de Medicare e o Medicaid.

Somam-se a estes dois programas os seguros saúde, que são semelhantes aos nossos planos privados brasileiros.

Sistemas Medicare e Medicaid

O Medicare, de um lado, atende principalmente idosos e é destinado a pessoas acima de 65 anos de idade, desde que tenham pago os seus devidos impostos.

Cidadãos portadores de doenças ou deficiências incapacitantes, também são contemplados por esse sistema.

É financiado, sobretudo, pela Previdência dos Estados Unidos e, por vezes, é necessário que o paciente complemente o pagamento em alguns hospitais e procedimentos.

O programa é dividido em quatro partes e todos os beneficiados estão na parte A, que garante determinados atendimentos.

Porém, para ampliar a cobertura dos serviços é necessário o pagamento de taxas adicionais. Nesse caso, o beneficiário poderá ainda ir para a parte C e D, que são seguros mais avançados e caros com coberturas até para medicamentos.

Lyndon Johnson
O presidente Lyndon Johnson assina a acta de criação do sistema Medicare com Harry Truman, em 30 de Julho de 1965 – Imagem em domínio público¹

Na outra ponta, temos o Medicaid que é voltado a populações de baixa renda, de qualquer idade, flagrantemente vulneráveis e impossibilitadas para sustentar custeios próprios de saúde.

Esse sistema é financiado pelo governo federal juntamente com os estados.

Há, no entanto, uma restituição de valores financeiros a médicos e centros hospitalares responsáveis por atenderem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

O programa possui variações nos estados americanos.

Atendimento no Sistema Único de Saúde brasileiro

Agora, em se tratando do Brasil, temos o Sistema Único de Saúde-SUS.

O SUS é um sistema amplo e estruturado de atendimento “desde a atenção básica da saúde à realização de transplantes de órgãos”, conforme indica o site do Ministério da Saúde.

Nosso sistema é formado pelo órgão federal do Ministério da Saúde, além de Estados e Municípios. Existem, ainda, várias organizações que auxiliam e atuam sob os princípios da universalização, equidade e integridade.

Assim também, os serviços são separados e organizados em diferentes graus de complexidade. Além disso, por se tratar de uma instituição pautada pela descentralização do comando, todos os níveis governamentais atuam responsavelmente na divisão das atividades.

A descentralização é ponto fulcral para o preciso funcionamento do SUS.

Nos municípios, por exemplo, faz-se necessário o provimento de condições mínimas para o funcionamento do sistema único de saúde.

O menor investimento em relação a outros locais

Entretanto, a grande desvantagem do SUS no Brasil, comparado a outros países que também adotam esse tipo de sistema, é que possuímos o menor investimento de todos, destinando, apenas, 6,7% do orçamento em saúde.

   

De outro lado, países como Reino Unido, Canadá, Austrália, França e Suécia gastam em média entre 14,9% e 27,9% da verba do governo na área.

FIOCRUZ
O castelo da FIOCRUZ, – Av. Brasil, 4365 Manguinhos, Rio de Janeiro, Brasil – Imagem por Econt. Licença CC BY 3.0

Sistemas de saúde em situações extremas

Definitivamente, o planeta inteiro viu-se em uma situação sanitária extrema nos últimos meses. Isso trouxe um enfoque muito grande para os sistemas de saúde de todo o globo.

Entretanto, um sistema de saúde eficiente é aquele que mantém a população saudável sempre, inclusive com ações que minimizem as consequências em caso de crises sanitárias.

Cuba e a medicina preventiva

No campo da medicina preventiva, por exemplo, temos Cuba destacando-se com campanhas contínuas que abrangem o aspecto mais amplo da saúde.

São iniciativas voltadas para a prática de exercícios físicos regulares, alimentação saudável e hábitos de higiene e bem-estar que auxiliaram no controle da situação sanitária do país.

Aqueles países que optaram por decisões restritivas logo no começo do surgimento dos primeiros casos de COVID-19, conseguiram reduzir eventuais consequências danosas sobre os seus sistemas de saúde.

A ampla testagem também se mostrou muito eficaz, como nos casos da Islândia e Alemanha.

Em suma, o que todos esses países têm em comum é que são economias desenvolvidas, que contam com sistemas de assistência social e saúde estruturados e preparados para atuarem em casos de emergência.

SUS em comparação a outros sistemas de saúde

Sistema único de saúde
Imagem por Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – SGEP/MS – Licença CC BY-SA 2.0

Mesmo diante de todos os fracassos de gestão dos governos, o SUS ainda é o maior sistema público de saúde do mundo.

De todos os países que possuem uma população com uma média de 200 (duzentos) mi de indivíduos, nosso país se destaca por ser o único a manter serviços gratuitos nas mais variadas áreas.

A importância do SUS no Brasil

A amplitude do SUS torna sua gestão bastante complexa, pois o sistema abarca serviços variados que vão desde a avaliação da qualidade da água, fornecimento de medicação previsto pela Lei nº 8.080/90 e, também, atos de transplantação.

Tudo isso acaba incidindo mais sobre as administrações municipais, que estão próximas da população e sentem as carências resultantes do baixo investimento no setor.

Vale dizer que apesar das restrições de orçamento e estrutura, o SUS ainda faz muito pela sociedade brasileira.

Existem vários projetos, em contrapartida, que mostram iniciativas que dão certo dentro do sistema. Isso somente graças aos profissionais que se dedicam na busca de soluções para os problemas das pessoas e ainda enfrentam os desafios e riscos da profissão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cientistas fazem protesto contra o presidente americano, Donald Trump. O Globo. Acesso em 23 de março de 2020.

Como É e Como Funciona o Sistema de Saúde nos EUA, Afinal? Imigrar EUA. Acesso em 23 de março de 2020.

Como Funciona o Sistema de Saúde dos Estados Unidos? Politize! Acesso em 23 de março de 2020.

Sistema Único de Saúde – SUS. Ministério da Saúde. Acesso em 23 de março de 2020.

Reconhecer a importância do SUS é o primeiro passo. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de saúde – CONASEMS. Acesso em 11 de junho de 2020.

¹esta imagem é um trabalho de um funcionário do Gabinete Executivo do Presidente dos Estados Unidos, tirada ou feita durante o exercício de seu cargo. Como é trabalho do governo dos Estados Unidos, a imagem está em domínio público.

Daiéli Duarte

Daiéli Duarte

Apaixonada por literatura e marketing. É formada em Administração pela UNIPAMPA, com especialização em Gestão Empresarial. Além de docente em cursos de educação profissional, atua também nas áreas de tecnologia e marketing digital.

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