Homo Economicus: O Homem Vadio e Preguiçoso!

seria o ser humano voltado apenas para o dinheiro e o bem-estar? O que a ideia de homo economicus nos diz? Conheça mais sobre o tema!
Leonardo Ramos

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Atualizado em
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O termo homo economicus, surge juntamente com a Teoria clássica em administração. Teoria essa que possui nomes como Stuart Mill e Henri Fayol

A ideia por detrás do termo apareceu ao longo dos textos de Stuart Mill, mas não foi cunhado pelo autor, que nunca chegou a usá-lo de fato. 

Em vez disso, o termo apenas se mostra, de forma explícita, em obras de autores do século XIX, os quais criticavam as obras de Mill. 

O Utilitarismo, John Stuart Mill
O Utilitarismo, John Stuart Mill

   

Sendo assim, autores como John Kells e Neville Keynes, foram responsáveis por dar nome a esse tipo de ser-humano que Stuart Mill via.

O homo economicus então se tornou uma espécie de personagem, criado para se estudar o homem como um ser dentro da economia.

Quer saber sobre o que é o termo? Então é isso que vamos ver neste artigo.

O dinheiro é a única coisa que move o homem?

Teoria do homo economicus
Imagem por 401(K) 2012. Licença CC BY-SA 2.0

De acordo com os críticos de Stuart Mill, o homo economicus é:

Um ser extremamente racional que produz, ou seja, trabalha, apenas pensando em seu sustento e na obtenção do lucro, pois assim pode alcançar um certo luxo.

Sendo assim, temos algumas bases para entendermos o termo, como o homem ser totalmente egoísta, pensando apenas em seu bem-estar e na melhora de sua condição de vida. 

Aqui, o ser humano age de acordo com o medo da falta e da escassez, pois tenta evitar esse tipo de situação a qualquer custo. 

Logo, o homem é um ser de ação limitada, pois só pensa no dinheiro e no luxo. 

   

Porém, o termo não se limita a apenas isso, ele possui alguns princípios básicos que regem sua ação. 

Os princípios que regem a ação do homo economicus

O primeiro princípio que devemos levar em conta é que o homem econômico é um ser racional, não levando em consideração seus aspectos emocionais ou qualquer outra necessidade que venha a surgir em sua vida. 

O segundo princípio é que o ser humano irá sempre agir de uma forma que use o mínimo de esforço possível, evitando então gastar energia de forma desnecessária. 

Daí vem a ideia de que o homem econômico é um ser vadio e preguiçoso.

Aqui é onde sua capacidade racional entra em ação de forma mais incisiva, pois é através da razão que pode tomar melhores decisões sobre suas ações, pensando no que vai ou não perder.

Dessa forma, vamos para o terceiro princípio, onde o homo economicus é visto como um ser totalmente informado, pois, possui todas as informações necessárias para agir.

Viver o presente e nada mais…

Já o quarto princípio de tal teoria, coloca o homem como um ser atemporal. 

O ser humano vive então no presente, sempre, pois para ele o passado é algo distante e o futuro é imprevisível. 

E o que isso quer dizer? 

Que o homem toma ações imediatas, que apenas possuem consequências instantâneas.

Por último, o quinto princípio fala sobre a solidão do homem econômico. Afinal, ele apenas pensa em si mesmo, estando à parte dos outros seres humanos, já que age de forma egoísta, como mencionado anteriormente.

Pensando nisso, será que tal teoria abrange, realmente, a totalidade do ser, podendo ser aplicada atualmente? 

É com essa pergunta que algumas críticas ao pensamento sobre o homem econômico surgem.

Críticas à teoria do homo economicus

Alguns críticos da teoria de Stuart Mill, apontam que o homo economicus é apenas uma abstração, ou seja, não é algo concreto e é um termo generalizado. 

O primeiro ponto é que a teoria não leva em conta as emoções dos indivíduos, que é um aspecto que pode, e vai, moldar como o homem irá agir diante de uma determinada situação. 

Sendo assim, sua racionalidade pode ser limitada a certo ponto, já que aspectos emocionais podem entrar em jogo, atrapalhando um discernimento totalmente lógico. 

Só sei que nada sei…

Além disso, não tem como o homem saber de tudo, logo sua decisão também pode ser limitada, com um grau de incerteza e não consciente de todas os aspectos que a envolvem. 

Claro que a teoria do homo economicus é importante para o surgimento do pensamento econômico como um todo. Mas suas ideias devem ser atreladas ao tempo em que foram desenvolvidas, sendo já muito criticadas e até mesmo ultrapassadas por outros pensamentos posteriores.

   

Ainda assim, o homo economicus ainda possui certa relevância no meio econômico, pois ainda é debatido, além de ajudar no entendimento do pensamento de Stuart Mill.

Por fim, ressaltamos que existem diversos “modelos de homem” que foram evoluindo ao longo das teorias administrativas. Preparamos um infográfico sobre todos esses conceitos:

[infográfico] Modelos de Homem e Teorias Administrativas: do Economicus ao Organizacional

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PERSKY, Joseph. Retrospectives The Ethology of Homo Economicus. Journal of Economics Perspectives, Volume 9, nº2, p. 221-231, 1995.

COSTA, Fernando Nogueira da. Comportamentos dos investidores: do homo economicus ao homo pragmaticus. Texto para Discussão. IE/UNICAMP n. 165, ago. 2009.

O que é o homo economicus e seus princípios. Capital Research. Acesso em 13/11/2020.

REIS, Tiago. Homo economicus: entenda o que é esse comportamento econômico. Suno Research. Acesso em: 13/11/2020.

O que é o Homo Economicus. Mais Retorno. Acesso em: 13/11/2020.

Formado em Relações Internacionais pela FMU. É internacionalista e escritor de ficção e política. Além disso, ama uma história envolvendo seres de outros planetas e inteligências artificiais raivosas.

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2 respostas

    1. Olá, Hermes!

      Caso queira nos referenciar no site de vocês, pode fazê-lo!

      Um abraço,

      Equipe De humanas

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