Princípio da Equifinalidade: Diversificação dos Meios

de acordo com o princípio da equifinalidade, há várias formas de se chegar a um mesmo resultado final

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O princípio da equifinalidade surge a partir de estudos que buscam relacionar duas variáveis: os ambientes e as organizações.

Ao decorrer das décadas, nas abrangentes teorias administrativas, diversos princípios foram sendo elaborados à medida que o conhecimento teórico evoluía.

Com o advento da psicologia, sociologia e sociologia do trabalho as instituições foram cada vez mais sendo caracterizadas como organizações sociais vivas, capazes de atuar e sofrer influências dos meios em que estão inseridas.

Um dos princípios que busca explicar essa complexa interação é o que iremos tratar aqui.

Mas antes de compreendê-lo, abarcaremos brevemente a teoria da qual esse preceito faz parte.

Teoria geral dos sistemas

O princípio da equifinalidade relaciona-se fundamentalmente com a Teoria geral dos sistemas.

Trata-se, portanto, de uma das características das organizações vistas como um complexo sistema.

   

Grosso modo, a TGS define a organização como um sistema aberto e vivo, que se alimenta de energias extraídas e devolvidas ao seu meio ambiente.

Assim, define-se na complexidade de elementos que estão constantemente em interação. É justamente essa relação que torna esses elementos mutuamente interdependentes qualificando o sistema.

Nesse contexto, um dos conceitos básicos que, somado a outros, é utilizado para explicar a Teoria geral dos sistemas, proposta inicialmente por von Bertalanffy, em meados de 1950, é o princípio da equifinalidade.

Princípio da Equifinalidade

O princípio da equifinalidade aponta que existem várias formas para se chegar a um mesmo resultado final.

Por conseguinte, não existirá apenas um único modo de se fazer um trabalho ou somente uma única metodologia capaz de resultar em soluções eficazes. Mas sim, múltiplos caminhos e diversificados meios.

Basicamente, há nas organizações diversos mecanismos e métodos que, ao se conciliarem, são capazes de levar ao objetivo desejado independentemente da forma utilizada.

Os sistemas abertos buscam atingir sempre um estado de equilíbrio. Tal estado de permanência poderá então ser alcançado a partir de perspectivas diferentes.

Evidentemente, como todo sistema aberto, a organização apresenta limites. Isto é, obstáculos que se colocam entre o sistema organizacional e o meio ambiente, definindo, assim, amplitudes e limites para a sua ação.

Apesar disso, ou melhor dizendo, justamente por isso, a equifinalidade adquiri valor fundamental.

Equifinalidade e oportunidades para inovação

Princípio da equifinalidade
Imagem pixabay.com

O princípio da equifinalidade estimula a busca para a diversificação eficiente, ou seja, incentiva a pluralização criativa dos meios à obtenção de um resultado eficaz.

Resume-se na máxima “não existe apenas uma forma de se fazer ciência”.

Nesse sentido, proporciona valiosa oportunidade para inovação diante dos complexos cenários dos quais toda empresa participa.

Dessa forma, cria-se um horizonte abundante e propício para o contínuo aperfeiçoamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOMES, Lauren Beltrão et al. As origens do pensamento sistêmico: das partes para o todo. Pensando fam.,  Porto Alegre,  v. 18, n. 2, p. 3-16, dez. 2014. Acesso em 11 de fevereiro de 2020

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos – O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.

Motta, Fernando C. Prestes. (1971). A teoria geral dos sistemas na teoria das organizaçõesRevista de Administração de Empresas11(1), 17-33. Acesso em 20 de fevereiro de 2020

   
Leonardo Marioto

Leonardo Marioto

Servidor público. Músico e escritor nas horas vagas. É também responsável pelo maior site de humanas do Brasil! Formado em Administração pela UNICEP, com especialização em Gestão Organizacional e de Pessoas pela UFSCar.

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