Tecnocracia: Como Funciona a Administração por Especialistas? Saiba Mais!

você sabe o que é tecnocracia? Entenda mais sobre esse tema diretamente relacionado à gestão estatal!

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Tecnocracia e gestão pública: você sabe qual a relação entre esses temas?

Nem só de estabilidade e bons salários vivem os servidores públicos. Segundo dados do Ipea, o rendimento desses trabalhadores supera em até 56,2% os do mercado privado.

No entanto, essa discrepância pode ser explicada pela maior exigência quanto à qualificação técnica desses profissionais.

Neste artigo, explicamos tudo o que você precisa saber sobre o que é a tecnocracia e sua relação com funcionalismo público! Boa leitura!

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As origens da Teoria tecnocrata

Desde a Grécia antiga, estudiosos defendem a competência como requisito para uma posição de poder em seus diversos âmbitos.

Contudo, a expressão tecnocracia foi utilizada pela primeira vez por Claude-Henri de Rouvroy. Em 1814, o sociólogo francês publicou a obra “Réorganisation de la Société Européenne” (algo como “reorganização da sociedade européia”, em português).

Os tecnocratas da Primeira revolução industrial

É preciso ter em mente que essa teoria foi desenvolvida num período ainda marcado pela Primeira revolução industrial. Assim, defendia-se o controle dos meios de produção pelos técnicos e a consequente superação da política pela tecnocracia no governo. 

Para Bobbio, filósofo político italiano, o termo passou a fazer parte do linguajar científico na década de 1930, designando químico-físicos. 

Com o passar dos anos, a ideia passou a ser implementada também em outras áreas do conhecimento, como na administração de governos.

A tecnocracia na atualidade

A etimologia da palavra advém da junção do termo “techno“, de origem inglesa e o grego “cracia”. Por isso, ao pé da letra, podemos dizer que a palavra significa “poder dos técnicos”. 

Deste modo, é possível pensar a tecnocracia nos setores público e privado, à medida que a tomada de decisões se concentre em profissionais qualificados, e não segundo interesses e visões de grupos políticos.

A tecnocracia na Administração Pública

Administradores setor público
Imagem por Yvette W em pixabay.com

A forma de governo adotada em nosso país, a democracia, opõe-se à tecnocracia, na medida em que as decisões são tomadas de maneira política, por representantes escolhidos pelo povo.

Mas isso não quer dizer que não haja espaço para a tecnocracia no âmbito da Administração Pública. Já tratamos desse assunto no artigo Administração Pública: um guia para quem quer construir carreira no setor público.

Assim, se por um lado temos representantes políticos nos poderes Legislativo e Executivo,  também há servidores com capacitação técnica nesses poderes e no Judiciário. De fato, a razão de ser dos concursos públicos é justamente selecionar os candidatos mais qualificados para desempenharem funções na Administração Pública.

Outra vantagem, é o estímulo ao constante aperfeiçoamento por parte dos servidores.

Vantagens e críticas da tecnocracia

O principal objetivo da adoção do modelo de governo tecnocrata, segundo essa teoria, é o aumento da produtividade e eficiência.

No entanto, há críticos que entendem ser impossível uma gestão livre de influência política. E que mesmo a tecnocracia refletiria os interesses de uma classe dominante.

Contudo, podemos dizer que a tecnocracia influencia a Administração Pública, pois, apesar de não ser uma teoria perfeita, estabelece a capacitação como requisito primário para a seleção de seus futuros servidores. 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOBBIO, Norberto; MATEUCCI, Nicola e PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. Brasília: Editora UnB. 1998. 11ª ed. Vol. I. 1300 pg.

CABRAL, Hélio Ricardo Moraes. Moderno Dicionário de Economia. Clube dos Autores. Volume 2. Pg. 1042.

MÁXIMO, Luciano. Escolaridade explica parte da vantagem salarial no setor público, aponta Ipea. Acesso em 12/03/2021.