Teoria Contingencial: Confira as Principais Influências na Administração!

confira os principais pontos da Teoria contingencial: abordagem baseada em estruturas e modelos organizacionais personalizados!

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A Teoria contingencial é uma das mais atuais abordagens da administração para a gestão das organizações. Possui uma visão mais dinâmica do gerenciamento e usa recursos variados para atingir os objetivos do negócio.

A palavra contingência deriva de contingente, que significa incerto, duvidoso, que ocorre por acaso.

Essa teoria ressalta que não existe um modelo organizacional único que se aplique a todas as empresas. Isso se deve em decorrência das mudanças que ocorrem e afetam todos os elementos relacionados com a organização, e de maneiras distintas.

A teoria contingencial também é conhecida como abordagem contingencial devido à sua amplitude e seus pilares baseados em modelos organizacionais personalizados.

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Para que as empresas tenham êxito, é necessário o uso das metodologias, teorias e técnicas da administração de forma adaptada em cada caso particular.

O que você vai encontrar neste artigo:

1. Origens da Teoria contingencial
2. A importância ambiental na TC
3. Tecnologia e Teoria contingencial
4. TC e a Teoria geral dos sistemas
5. Inovação: incerta, duvidosa, contingencial

Origens da Teoria contingencial

Originalmente, os pesquisadores buscavam modelos de estruturas organizacionais mais eficazes para aplicação nas diferentes empresas. No entanto, depararam-se com um ambiente totalmente afetado por múltiplas variáveis e condições diversas.

Diferente de outras teorias, a Abordagem contingencial não teve origem em um autor ou grupo de autores específicos. Pelo contrário, trata-se da convergência de várias teorias que compõe o método científico da administração.

As diversas teorias da administração contribuem com a Teoria contingencial e suas técnicas. A Teoria da administração científica deu ênfase nas tarefas e tecnologia. A Teoria clássica estudou a estrutura organizacional formal e, para se contrapor e oferecer alternativas, a Teoria das relações humanas jogou luz nas estruturas e grupos informais.

Importância da Teoria estruturalista

Temos ainda a Teoria estruturalista, muito importante para a Abordagem contingencial, pois acrescenta a temática ambiental à análise, permitindo abranger os impactos dos fatores externos no resultado da aplicação de técnicas administrativas. No mesmo sentido, a Teoria geral de sistemas também teve sua relevância.

Para conhecer mais sobre as principais teorias administrativas acesse o link abaixo e veja um resumo compreendendo a diferença entre cada uma delas, assim como as suas aplicabilidades:

A Abordagem contingencial permite que as organizações segmentem a realidade para melhor conseguir entendê-la.

Por meio de experimentos sociais, os pesquisadores constataram que quando acontece alguma mudança no ambiente, na tecnologia ou na dinâmica do mercado, a melhor estratégia é adotar um estilo de gestão flexível, aberta, visando a melhor adaptação ao referido cenário.

Logo, em situações de estabilidade, a gestão mecanicista mostra-se melhor adaptada, ao mesmo tempo que a gestão orgânica é a ideal em condições de mudanças e incertezas.

A Teoria contingencial destaca que organizações são sistemas abertos, ou seja, influem e sofrem influência de seus meios externos. Esses sistemas necessitam de enfoques distintos nas variadas atividades, exigindo um modelo diferenciado em cada situação.

Ainda, é importante ressaltar que, em situações incertas, o equilíbrio e o bom senso são fundamentos básicos do sucesso. Portanto, precisa haver sensatez na definição da estratégia, na escolha da tecnologia e estrutura organizacional, conhecimento sobre a necessidade das pessoas e sobre o envolvimento delas.

Além disso tudo, faz-se necessário o alinhamento com o ambiente externo, aquele onde não temos o controle absoluto dos seus elementos, 

A importância ambiental na Teoria da contingência

Tudo que influencia uma organização compõe o ambiente. Chiavenato (2020) conceitua ambiente como tudo o que envolve externamente uma organização. Ou seja, é o cenário dentro do qual uma estrutura está inserida.

Vivemos em um contexto sistêmico, dinâmico e abastecido incessantemente de informação. Diante de tantas possibilidades, uma das principais características do ambiente é ser incerto, ou seja, contingente.

Ambientes geral (genérico) e de tarefa (específico)

Nesse sentido, o ambiente é um elemento amplo e complexo e pode ser explorado sob dois recortes. O primeiro deles é o ambiente geral que todas as organizações possuem, sendo composto por categorias:

  • Econômica;
  • Política;
  • Legal;
  • Tecnológica;
  • Cultural;
  • Demográfica;
  • Ecológica.

O segundo é o ambiente de tarefa, sendo este particular a cada corporação, abrangendo operações de entradas e saídas, ou, inputs e outputs. Depende, em sua totalidade, de fatores do ambiente externo, isto é, oportunidades e ameaças. Assim, engloba alguns dos seguintes componentes:

  • Fornecedores;
  • Concorrentes;
  • Clientes ou usuários;
  • Entidades reguladoras.

O ambiente externo tem muita relevância na Abordagem contingencial, porque contém os elementos que terão impacto profundo nas organizações. Seja uma mudança na legislação, um novo padrão de consumo ou o surgimento de uma tecnologia mais avançada, as alterações impactarão no macro ambiente e exigirão que as estruturas organizacionais reajam a isso.

Vale dizer que as variações do ambiente externo não são necessariamente ameaças ou oportunidades, pois isso dependerá da ótica singular a cada empresa.

A Teoria contingencial mostra que o aporte teórico da administração trouxe ferramentas e técnicas, cabendo a gestão analisar o panorama e aplicá-las de forma adequada a cada situação e objetivos empresariais.

Tecnologia e Teoria contingencial

Teoria contingencial
Ilustração por Harish Sharma em pixabay.com

É evidente que a tecnologia tem revolucionado o mundo afora e dentro da Teoria contingencial sua influência é ainda mais forte. Assim como o ambiente, a tecnologia é uma variável independente que impacta as organizações, podendo ser o diferencial de competitividade que as empresas precisam diante de tantos concorrentes.

Morgan (1996) diz que a tecnologia se desenvolve dentro das organizações por meio das tarefas cotidianamente executadas pelos funcionários, que carregam consigo o conhecimento sobre como executá-las. 

Chiavenato (2020) diz que a tecnologia possui dois ângulos para análise. Em um deles, ela é considerada uma variável ambiental e externa ao sistema, que se soma com a tecnologia da própria empresa. No segundo aspecto, a tecnologia é uma variável organizacional e interna, que influencia o seu próprio universo de funções.

A tecnologia também é composta por equipamentos, softwares e aplicações que se conectam para facilitar processos e gerar dados. A busca pelos melhores recursos tecnológicos cria uma corrida tecnológica entre as empresas e impacta na aplicação do método cientifico da administração na gestão.

Teoria contingencial e a Teoria geral dos sistemas

A Teoria geral dos sistemas ou TGS é intensamente revisitada quando se fala sobre a Abordagem contingencial, porque ela é um dos seus fundamentos, sendo pioneira na visão de que as organizações são sistemas.

Conforme Chiavenato (2020), sistemas são grupos de elementos correlativos e interagentes, partes compatíveis que formam um conjunto estruturado e entrosado.

A incerteza dos cenários na Teoria contingencial é derivada do entendimento de que as organizações são formadas por sistemas abertos: aqueles que possuem relações de troca com o ambiente, por meio de entradas, processos e saídas, como explica a Teoria geral dos sistemas.

Processos entrada e saída
Ilustração por dehumanas.com.br

 

A TGS ainda conceitua as organizações como sistemas dentro de outros sistemas, que realizam trocas recíprocas constantes com o ambiente. São, portanto, sistemas abertos.

Toda vez que há uma influência do ambiente externo sobre o interno, este sofrerá impactos que repercutirão em várias áreas e, consequentemente, precisarão ser levadas em conta no momento de definição de estratégia e tomada de decisão.

Imagine os possíveis impactos em uma indústria petrolífera com o surgimento de uma nova legislação ambiental em determinado país que ela opera. Ou, ainda, as prováveis consequências com a chegada de uma nova tecnologia ligada à telecomunicação para as empresas de telefonia.

Adaptação como necessidade!

Nesse momento, a Teoria contingencial propõe a utilização das ferramentas, procedimentos e técnicas de forma adaptada. Em razão disso, o planejamento se torna mais complexo, porque deverá permitir ações corretivas rápidas e eficazes em conjunto à atenção plena aos eventos externos.

O que facilita um pouco a utilização da Abordagem contingencial é o fato de que os objetivos podem ser atingidos de formas diferentes, ou seja, existem múltiplos caminhos e diversificados meios. Esse é o chamado princípio da equifinalidade. Para saber mais sobre ele acesse:

Inovação: incerta, duvidosa, contingencial

A Teoria contingencial se aplica muito bem no contexto mercadológico atual, principalmente pela necessidade de coerência e adequação às condições do ambiente. Aparece, então, a inovação para auxiliar as empresas na solução ideal nas diversas novas situações.

Inovação é a “introdução de uma novidade ou o aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços”, segundo o texto da Lei de Inovação nº 10.973/2004.

Dessa maneira, uma novidade somente é considerada inovação quando há como mensurar o sucesso obtido com o novo produto, serviço, solução, melhoria ou atualização. Exatamente por ser incerta e duvidosa, por ser contingente, que a inovação é tão importante para a Teoria contingencial.

A inovação é a base para um diferencial competitivo no mercado. Aliada à tecnologia, ela se torna a aplicabilidade da Abordagem contingencial. O desafio é manter um planejamento dinâmico e que se adapte aos possíveis impactos ambientais.

Para isso, as organizações contam com sistemas oriundos da inovação tecnológica para coletar dados e reunir informações, que irão apoiar a tomada de decisão e a elaboração da estratégia de negócio.

Cada vez mais essas soluções são vistas por aí fazendo sucesso, como a inteligência artificial no atendimento ao cliente, big data gerando e analisando dados para conhecer o público e softwares de gerenciamento de relacionamento apoiando na operação.

Diante do impulso tecnológico, a Teoria contingencial está sendo bastante discutida como abordagem flexível, que analisa os fatores ambientais para escolher os melhores métodos para a sua estrutura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

A Teoria da Contingência e Suas Implicações Para a Estratégia em Empresas Inovadoras Incubadas. Disponível em: Abepro. Acesso em 18/05/2021.

CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2020.

COSTA Etl Al. Estudo da abordagem contingencial na gestão de projetos. Disponível em: EEPA. Acesso em 10/05/2021.

MORGAN, Gareth. Imagens da Organização. 1ª edição. São Paulo: Atlas, 1996.

Teoria da Contingência e Tecnologia: Desenvolvimento e Uso da Plataforma Participa: Estudo de Caso. Disponível em: Inovarse. Acesso em 18/05/2021.

Apaixonada por literatura e marketing. É formada em Administração pela UNIPAMPA, com especialização em Gestão Empresarial. Além de docente em cursos de educação profissional, atua também nas áreas de tecnologia e marketing digital.

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