Teorias da Administração: Resumão Completo!

as principais teorias da administração se fizeram na junção de diversos campos de estudo, reunindo os mais variados preceitos.

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As principais teorias da administração se fizeram na junção de diversos campos de estudo.

Reuniram, dessa forma, os mais variados preceitos que foram se modificando e se atualizando ao longo do tempo.

Neste texto, você irá conferir cada uma dessas teorias, compreendendo a diferença entre elas, assim como as suas aplicabilidades.

Caso deseje ir diretamente para quaisquer uma delas, basta clicar abaixo:

  1. Administração científica
  2. Teoria clássica da administração
  3. Teoria das relações humanas
  4. Teoria estruturalista
  5. Teoria neoclássica
  6. Teoria comportamental
  7. Teoria geral dos sistemas
  8. Teoria contingencial

Administração científica

   

Com o advento das Revoluções industriais, as relações de trabalho e as condições em que a produção ocorria transformaram-se sobremaneira.

Mais especificamente na Primeira revolução industrial, o surgimento da máquina a vapor trouxe um novo tipo de processo produtivo, como descrevemos no artigo “Primeira Revolução Industrial: A Evolução das Máquinas”:

“Fundamentalmente, as transformações influenciaram duas frentes interdependentes: a produção de bens de consumo, como têxteis; e a transformação da energia primária em energias a vapor, antes produzidas especialmente pelo homem.”

Nessa nova configuração, os operários – moradores do campo – eram atraídos à indústria em busca de melhores salários e trabalhavam essencialmente na produção dos bens de consumo.

No entanto, como eram desprovidos de quaisquer qualificações, um ambiente de grande desperdício e baixa eficiência nas indústrias era frequente.

O início das teorias da administração

Frederick Taylor foi o primeiro teórico preocupado com essa realidade – inclusive, por isso, a Administração científica também ficou conhecida como “Taylorismo”.

Por conseguinte, passou a estudar então a melhor forma de se fazer as tarefas, algo que ficou conhecido como “the one best way”. Taylor providenciou ainda o “estudo dos tempos e movimentos”.

Após esses estudos, os funcionários eram sistematicamente treinados para cumprirem exatamente uma forma ajustada da execução das atividades.

Criou-se, assim, a padronização do trabalho.

Princípios importantes da Adm. científica

Havia ainda princípios como a divisão do trabalho e o ajustamento dos cargos e tarefas, sempre em busca de um aprimoramento na execução das tarefas.

Consequentemente, a máxima eficiência da organização era buscada a todo custo.

Princípios da Administração Científica, Frederick Taylor
Princípios da Administração Científica, Frederick Taylor

   

Entretanto, o modelo de Taylor, além de considerar o homem desprovido de sua face social, tratou a organização como fosse um sistema meramente fechado, ou seja, que não sofria interferências de seu meio externo.

Essas foram algumas das principais críticas do seu modelo de gestão.

Teoria clássica da administração

Originada na mesma época da Administração científica, a Teoria clássica, desenvolvida por Henri Fayol, também procurava melhorar a eficiência da organização.

Contudo, aqui o foco se dava nas estruturas organizacionais, e não tanto em suas atividades e tarefas específicas.

Imagem por Gerd Altmann em pixabay.com

Fayol, dessa forma, foi o primeiro a pensar a empresa em departamentos, indicando seis principais funções:

  1. Técnica (a produção em si)
  2. Comercial (atividades de compra, venda etc.)
  3. Financeira (a busca de meios e recursos)
  4. Segurança (tanto pessoal quanto da própria empresa)
  5. Contabilidade (quantificação de estoques, custos etc.)
  6. Administração (POCCC)

Além disso, definiu as funções do administrador “POCCC”: previsão, organização, comando, coordenação e controle.

Administração Industrial e Geral, Henri Fayol
Administração Industrial e Geral, Henri Fayol

Da mesma maneira como a Administração científica, a Teoria clássica considerava igualmente a organização como um sistema fechado, e não analisava as inter-relações e trocas entre a corporação e seu ambiente externo.

Teoria das relações humanas

A Teoria das relações humanas tem como principal pesquisador o psicólogo australiano Elton Mayo.

Mayo buscou, por meio de seus estudos, aumentar a produtividade em conjunto com as pessoas, diferentemente das duas teorias anteriores que não se ocupavam muito com o aspecto humano.

Retrato de Elton Mayo
Retrato de Elton Mayo. Domínio Público.

Ele desenvolveu uma pesquisa dentro da empresa Western Eletric e teve como intuito inicial o de entender o efeito da iluminação no desempenho humano.

Um salto para as teorias da administração

Todavia, após a experimentação, descobriu que, na verdade, o que aumentava a produtividade era a atenção dada aos trabalhadores.

Estes se sentiam importantes por estarem sendo objeto de estudo, e não exatamente pela própria iluminação em si.

Dessa forma, essa teoria trouxe para o debate a necessidade de se compreender a influência da motivação dos funcionários e a criação de um ambiente de trabalho mais desafiador nas organizações.

Teoria estruturalista

Em essência, a Teoria estruturalista desenvolveu-se em volta das críticas das Teorias clássicas e das relações humanas.

Anitai Etziones, um dos principais teóricos estruturalistas, buscava uma análise tanto da organização formal (abordada na Teoria clássica) quanto da informal (estudada na Teoria das relações humanas).

Desse modo, Etziones formou a noção de que a realidade é incerta e também que a organização é um conjunto de órgãos inter-relacionados e interdependentes.

Aqui, pela primeira vez, surgia um modelo que se preocupava com as “trocas” entre os ambientes interno e externo empresariais.

Logo, isso tudo deu início a uma abordagem de sistemas abertos.

Teoria neoclássica

O famoso professor austríaco Peter Drucker é o principal fundador da Teoria neoclássica.

Peter Drucker
Peter Ferdinand Drucker – Imagem por IsaacMao. Licença CC BY 2.0

Ele tinha como objetivo filtrar os exageros e distorções da Teoria clássica, mas também, aproveitando os seus conceitos válidos e relevantes.

Aos estudiosos da Teoria neoclássica, administrar significa alcançar objetivos comuns entre pessoas com o mínimo de esforço possível.

Foram os autores neoclássicos que criaram os conceitos de eficiência e eficácia organizacional.

   

O princípio da amplitude administrativa, que determina o número ideal de subordinados para cada administrador supervisionar, também foi fruto da teoria presente.

Destacamos abaixo um artigo completo sobre a vida e carreira do relevante professor Peter Drucker:

Teoria comportamental

Também conhecida como Teoria behaviorista, a Teoria comportamental aborda claramente o comportamento das pessoas em relação aos seus desempenhos organizacionais.

A abordagem defende que o alcance dos objetivos seja realizado através da interação de grupos pessoais, e não somente por pessoas isoladas.

Nesse contexto, o grupo consegue alcançar os objetivos com o desejo e a cooperação de todos os envolvidos.

Aos administradores, restaria entender o comportamento humano com o objetivo de se obter respostas de qualidade das respectivas equipes.

Algumas ferramentas importantes foram produzidas neste momento, como a pirâmide das necessidades de maslow, os fatores higiênicos e motivacionais de Herzberg e as populares Teorias X e Y.

Teoria geral dos sistemas

Um dos principais precursores da Teoria geral dos sistemas foi o biólogo e austríaco Ludwig Von Bertalanffy.

Como já publicado pelo De humanas, “esta abordagem entende que cada uma das áreas do conhecimento são formadas por sistemas.”

Ainda, de acordo Oliveira, “sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, conjuntamente, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função” (OLIVEIRA, 2002, p. 35).

Um novo salto para as teorias da administração

Sendo assim, essa abordagem estabelece que as organizações são sistemas abertos.

Por isso, trocam continuamente energia com o meio ambiente e, portanto, torna-se inconcebível entender o funcionamento de uma organização sem compreender o contexto em que ela está inserida.

A Teoria geral dos sistemas descreve ainda que a organização é a soma de suas partes (marketing, finanças, etc.) como áreas interdependentes umas das outras.

O administrador, portanto, deverá ter uma visão do todo, qual seja, a interação dos recursos organizacionais e suas áreas de atuação.

Escrevemos um artigo completo a respeito do tema:

Teoria contingencial

Em nossa última abordagem, importa destacar a sua palavra-chave definidora: “tudo depende”.

A Teoria contingencial, muito semelhante à teoria anterior dos sistemas, defende a não existência de fórmulas prontas capazes de resolver questões empresariais.

Pautando-se pela máxima situacional, busca-se diferentes respostas para as mais diversas e complexas situações.

Características como tamanho da empresa, disponibilidade de recursos, ambientes externos deverão ser levadas em consideração na resolução de problemas e elaboração de cursos de ação.

Variáveis dependentes e independentes

Nessa ótica, existe uma relação funcional entre o sistema e seu ambiente, com duas variáveis: as dependentes e as independentes.

As primeiras, que são as ações de dentro da empresa, dependem das segundas, que são os acontecimentos externos à organização.

Existe, consequentemente, uma busca pela adaptação pessoal e organizacional a seus ambientes externos.

Além disso, aplica-se também aqui o “princípio da equifinalidade”, o qual reconhece a existência de diversos meios para se alcançar um mesmo resultado final.

Teorias da administração em constante evolução

É possível concluir que, ao longo de todo o tempo, as teorias da administração foram se atualizando conforme transformações ocorriam no mundo de maneira geral.

É interessante destacarmos também a leitura de outros artigos no blog, que servirão como base para o melhor entendimento de toda essa evolução.

Abaixo, disponibilizamos um link para três publicações que abarcarão objetivamente sobre as influências que modificaram para sempre as nossas relações humanas e organizacionais!

APRENDA AQUI SOBRE A HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Introdução à Administração. 4ª Edição. São Paulo: Atlas, 1995.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Teoria Geral da Administração: Uma Abordagem Prática. São Paulo: Atlas, 2010.

CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos – O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.

Leonardo Marioto

Leonardo Marioto

Servidor público. Músico e escritor nas horas vagas. É também responsável pelo maior site de humanas do Brasil! Formado em Administração pela UNICEP, com especialização em Gestão Organizacional e de Pessoas pela UFSCar.

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